No dia 30 de Setembro de 2010, um fato triste aconteceu em uma das escolas da rede Adventista. Uma criança fora baleada por um coleguinha e tragicamente não sobreviveu. Diante deste fato, tenho ouvido até então, muitas argumentações a respeito, do tipo:
-“Como um aluno entra na escola armado e ninguém vê?”
Por este motivo resolvi humilde e imparcialmente, escrever o que penso a respeito do ocorrido e desta pergunta que por muitos é feita.
Gostaria de levar você que está lendo este texto, a buscar em sua memória, em seu conhecimento, uma escola, qualquer que seja, que tenha um sistema de revista dos alunos na entrada.
Pensou?
Imagine também se isso fosse uma realidade, como seria esta logística? Seu filho, por exemplo, que entra habitualmente em aula às 7:00am deveria então chegar com 1 hora de antecedência para a revista, no caso as 6:00am. Confesso que não sou uma profunda conhecedora do assunto, mas até onde meu conhecimento chega, não há, ou haviam, escolas que tivessem um sistema de segurança semelhante a bancos, onde se espera a entrada de um cidadão adulto, armado e com intenções coerentes ao ambiente. Isso não ocorre em uma escola porque o maior intuito desta instituição é ensinar. O clima é de amizade, aprendizagem, atenção, amor, fraternidade e afins. Alunos entram em conflito? Sim. Em qualquer lugar que se concentre seres humanos. Mas até aí, esperar que algum aluno carregue um revólver para o ambiente escolar... ah!!!! Isso ninguém, nenhuma escola, brasileira pelo menos, preveria.
-“Como uma criança conseguiu pegar uma arma em casa?”
Sim, porque essa sim tem que ser a pergunta que não só deve permear na cabeças das pessoas, como também deve servir de lição e profunda reflexão.
Toda mãe tem o dever de revistar a mochila de seus filhos, pois à ela, ainda, é um direito. Isto não deve ocorrer por achar que o filho carrega um revólver, pois ai também já seria um absurdo. Mas sim para também conferir se este leva consigo objetos alheios, que podem ter sido afanados, impedindo assim que pelo descuido da educação familiar algo desse tipo torne-se um hábito.
Cada parte da sociedade tem sua cota de responsabilidade sob a educação, e não cabe a ninguém transferi-la ou recusa-la. Não tiro aqui uma parcial culpa do colégio que porventura poderia ter impedido este fatal acontecimento, quem sabe com a presença de um responsável adulto
Ainda assim, é mais que válido lembrar, sempre, que em um ocorrido como este não há 1 só culpado, quem sabe até, não há culpados. Existem consequências, causadas por uma série de fatores que fogem do controle ou até que passam, infelizmente, despercebidos.
Todos sabemos que crianças são sapecas, curiosas e espertas. Sabemos também que quando resolvem “aprontar arte” o fazem e só ficamos sabendo depois de feito. Justamente por estes motivos tentemos ser razoáveis, coloquemos a cabeça pra pensar e refletir projetando-se no lugar do outro, antes de julgar qualquer parte que seja quando algo acidental assim acontece na sociedade. E acima de tudo, cuidemos de nossos filhos, evitemos a violência, o descuido, o excesso de presentes e a ausência de atenção, nunca nos esquecendo que a educação religiosa é um caminho vitorioso.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. Provérbios 22:6
Um forte abraço, com carinho,
Profª Cinthia Yamashita
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